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2016 de emprego novo: dicas para turbinar o currículo

16.12.2015
Izabella Figueiredo

Arrumar um emprego ou estágio novo está na sua lista de resoluções de ano novo? Estava conversando com uma amiga que é consultora de RH aqui em Belo Horizonte (especialista em selecionar perfis adequados para preencher vagas nas empresas!), a Ana Marliére, e ela me contou que, na busca por novas colocações no mercado, muita gente já perde boas oportunidades ali mesmo quando envia o currículo, acredita? “É que muita gente lota de informações desnecessárias e chega a cometer erros de português horríveis. Isso desclassifica na hora”, me disse ela.

office
Para quem quer começar o ano de emprego novo ou mesmo dar uma turbinada no currículo, Ana deu algumas dicas para você mandar bem, lembrando que para o ano que vem, as contratações devem começar em janeiro, mas quem é esperto já começou a enviar seu material.

O que não pode faltar no currículo?
Como o empregador não tem muito tempo para ler arquivos muito grandes, seja objetivo e coloque por onde você já passou e os cargos ocupados. As pessoas gostam de listar coisas do tipo “habilidade para lidar com pressão”, mas isso só ocupa espaço. Se por acaso esse for o seu primeiro emprego e não tiver nenhuma experiência, vale colocar onde estuda e se já participou de palestras e cursos. Só não vale mentir, porque isso é muito fácil de descobrir e fica muito feio.

Tem que ter foto?
Só se o empregador pedir, mas na maioria das vezes não é necessário.

Yay, fui selecionada para a entrevista! O que usar?
Nesse caso é legal pesquisar um pouco o perfil da empresa para saber se ela é formal ou mais descolada. O combo “calça + camisa social” é elegante e sempre bem vindo e combinado a acessórios básicos sempre rende uma boa história. Só evite os decotes, maquiagem carregada e roupas com cara de balada, ok?

E como me comportar durante a entrevista?
Primeiramente, nunca chegue atrasado porque esse é o seu primeiro contato com a empresa e um atraso queima o filme bonito. Se o atraso for inevitável, avise. É importante também mostrar ao entrevistador que você está a fim daquela vaga e que é um trabalhador cheio de energia, afinal se não se mostrar empolgado durante a conversa, é bem capaz que o ele pense que você vai ser ocioso no ambiente de trabalho também, e isso vai te desclassificar. A questão aqui não é ser efusivo demais, e sim demonstrar interesse no papo e olhar bem nos olhos de quem está te entrevistando. Ah, e cuidado com as gírias e linguagem informal, desligue o celular e esqueça o relógio durante um tempinho afinal pode soar como desrespeito para quem está te entrevistando. Outra coisa: jamais fale mal do seu emprego anterior. Isso é muito deselegante!

Eles vão investigar minhas redes sociais?
Talvez. Por precaução, é sempre bom atentar para posts que revelam o seu lado profissional ou exibam demais sua intimidade. Por exemplo: um tweet “Vem ni mim 18h” não é bacana, porque deixa claro que você está louca para ir embora do emprego, por isso sempre mantenha o bom senso em seus posts. Por outro lado, manter o Linkedin atualizado é muito legal porque é uma forma do empregador saber mais de você.

Outra coisa que a Ana me disse e que eu achei super válido é que nós não podemos ter vergonha de fazer nosso marketing, é super importante sermos conscientes de que ninguém vai fazer isso melhor que nós mesmas. Isso vale para todo o processo de conseguir um novo emprego: da elaboração do currículo à entrevista com o empregador. Não é somente a empresa que nos escolhe! Nós também escolhemos a empresa que vamos dedicar nossas horas de trabalho, por isso é válido pesquisar a cultura e valores daquele lugar para ter certeza se queremos mesmo fazer parte daquela equipe. Valorize seu talento!

E você, pretende dar uma turbinada no currículo em 2016?

18 Comentários  |  Deixar Comentários

Comentários:
  1. Lady Cat    16/12/2015 - 09h15
  2. Raissa    16/12/2015 - 09h55

    Oi Izabella,

    Legal as dicas que sua amiga te passou, a parte da composicao do curriculo com ideias práticas e objetivas.
    No entanto gostaria de reforçar que algumas delas hoje não são (ou não deveriamser) mais aplicadas no mercado pensando nas práticas de grandes empresas e multinacionais que são as maiores empregadoras atualmente.

    Trabalho com RH há mais de 10 anos e afirmo que cada vez mais procuramos por pessoas que sejam mais naturais e menos “montadas” de combos de calça social+camisa. Claro, isso depende da empresa, do perfil do empregador, no entanto o que mais nos “cansa” é ver pessoas padronizadas em roupas e posturas que não são naturais delas, entende?

    Um ponto muito importante a ser lembrado é o fato de que nós já estamos de olho no futuro. Já parou para pensar que em pouqíssimo tempo teremos 4 gerações trabalhando juntas? Isso mesmo! Teremos de babyboomers até a geração Milenium juntas! Independente dos conflitos naturais, o trabalho deverá acontecer com respeito e dinamismo respeitando o espaco, ideias e perfis de cada um e isso envolve absolutamente tudo: roupa, postura, forma de falar, carreira, dedicação, etc.

    Quanto ao currículo, acredito que nele deve conter as informações básicas e sou a favor de que o “menos é mais” sem sombra de dúvidas! Colocar habilidades, mencionar situações onde você foi exposto a uma situação x ou y não deve aparecer no currículo. Isso é papel dos entrevistadores em aprofundar no momento das entrivestas aprofundando nos temas para identificar (ou não!) uma determinada competência para aquela posição.

    O que vale muito a pena reforçar para esta turma jovem que está entrando no mercado de trabalho é que a entrevista é um momento de avaliação e que é superficial por mais profunda que seja este momento. NINGUÉM tem a habilidade que conhcer a fundo uma pessoa em 1, 2 horas de conversa, pelo contrário. Neste momento você consegue identificar uma casca, que muitas vezes é mais perfeita do que é, e idenficiar potencial para os próximos passos.
    Para o candidato: O fato de não ser aprovado não quer dizer que o mundo acabou ou que não será recolocado no mercado, muito pelo contrário! Uma porta se fecha e outras várias se abrem! O mundo está tão dinâmico, que seria muito chato determinar um modelo unico e padrão de tudo: como se comportar em entrevistas, como fazer um curriculo, como se vestir, etc.

    Quanto ao uso de redes sociais, com exceção do LinkedIn que é uma ferramenta profissional, utilizar o Instagram, Facebook, twitter como critério de avaliação de um candidato é ilegal e a empresa que utliza deste mecanismo pode ser processada pelo candidato. Claro, a não ser que o próprio candidato coloque a informação formalmente no currículo ou que na entrevista ele permita que o entrevistador verifique. Fora isso, tudo tem que ser combinado entre as partes.

    E outra, pode ter a certeza de que se uma empresa te desclassificou pq você não disse algo que ela gostaria de escutar, pq no seu perfil do Facebook aparece uma foto com um copo de cerveja na mão, pq ela entende que a camisa floral não é a ideal para entrevista, ou até mesmo pq vc tem tatuagem, muitas vezes é o momento de repensar se é neste tipo de empresa que você vai querer trabalhar…. Vale a reflexão, com certeza!!!

    O importante é entender que o mundo está mudando muito, assim como as gerações que estão entrando no mercado de trabalho, as empresas que estão se adaptando ao “novo”… Seria estranho tudo mudar e a gente ainda falar de uma roupa, curriculo, postura, etc… Fato é, tem espaço para todo mundo e precisamos de mais verdade, mais leveza nas nossas relações e isso inclui o momento da entrevista. Apesar do momento de crise e elevados indices de desemprego, daqui a pouco isso muda e o candidato volta a “selecionar” com bastante poder de barganha. Quando isso acontecer, pode ter a certeza de que ele terá o foco nas empresas que o valorizam e cuidam dele como individuo unico, nao em blocos do que é desejável no momento de entrevita, entende?

    • Ana Marlière    18/12/2015 - 10h56

      Adorei sua resposta! É isso mesmo!

      Como estamos falando para pessoas que estão iniciando no mercado de trabalho, toda informação, por mais básica que seja, é muito válida.

      Sei que é complicado não ficarmos nervosas e ansiosas em um momento de avaliação, onde tudo o que falamos está sendo analisado. Mas na hora da entrevista, tentem ser o mais espontânea e natural possível. O selecionador quer saber se você tem, além das competências técnicas, as competências comportamentais que se encaixam na vaga e na cultura da empresa. Então, não dá para fingir ou ser artificial.

      A questão da roupa vai depender muito da empresa e do seu próprio estilo. O que vale é o bom senso e mostrar que você, de alguma forma, se preparou para aquele momento.

      Muito importante é você pesquisar sobre a empresa e também se perguntar se gostaria de trabalhar ali.

      Muito sucesso para todas nós! ;)

    • Dalila Rodrigues    18/12/2015 - 23h18

      Gostei muito do seu comentário, estou em processo de recolocação e tentando dar um novo direcionamento para a minha carreira e na hora da entrevista simplesmente não consigo ir disfarçada de robô.
      Você possui um blog ou algo do tipo sobre carreira? Se não, deveria pensar sobre a possibilidade. :D

    • Raissa    21/12/2015 - 10h43

      Oi Dalila Rodrigues e Katia Damasceno,

      Nessa fase de recolocação, muitas dúvidas sempre surgem, mas o mais importante é não desesperar e garantir que vocês estão sendo autênticas e fieis ao propósito do emprego x ou y. Buscar um emprego é como escolher um namorado, ambas as partes tem que se gostar e não dá para se montar para um primeiro momento, se no passar dos dias fica insustentável se posicionar. A “regra” é a mesma para quem procura uma vaga de estágio ou uma posição mais senior.

      Não tenho um blog, atualmente os meus esforços estão focados em um projeto na área de RH que estou cuidando. Atualmente escrevo internamente para os meus clientes, mas gostei da ideia, Katia! Quem sabe pode se tornar uma meta para 2016?! :)

      Bom, enquanto isso não acontece, me coloco à disposição para ajudá-las, ok?
      Meu email pessoal: raissachequer@gmail.com

      Beijos,
      Raissa

  3. Débora Vilaça    16/12/2015 - 12h37

    Sim, arrumar um emprego novo está na minha lista de metas para 2016. Gostei das dicas, veio em boa hora.

  4. Andréa    16/12/2015 - 14h46

    Izabella, achei seu texto superficial. Não trás nada de novo, nada diferente do que 5 min de Google não traga.

    É muito legal trazer novos assuntos para o blog. Mas esse blog é de alta qualidade de informação. Não dá para escrever mais do mesmo aqui.

    Seria muito interessante se você trouxesse informações adicionais a esses conselhos tão manjados. Por exemplo, dicas para conseguir empregos via mídias, sites de carreira, como selecionar a empresa que você quer trabalhar (para aproveitar um gancho na sua matéria que prometia uma visão diferenciada mas não entregou nada…). Pense nisso.

    Talvez meu comentário pareça muito duro mas a ideia é ajudar esses espaços a ficarem mais interessantes.

    A Lu faz isso de forma brilhante nas áreas de moda, beleza, gastronomia. Ela fala do que todo mundo anda falando mas de um jeito próprio e original. Tenho certeza que você tem essa mesma característica como autora…Só errou a mão dessa vez.

    Um abraço carinhoso e ansioso por sua próxima coluna. Sei que vai ser o máximo.

    Andréa

    • Raissa    17/12/2015 - 08h58

      Oi Andrea,
      Concordo com você! Fim um comentário anterior ao seu e senti muita falta de conteúdo inclusive ATUALIZADO.
      Muitas das informações não procedem mais, não são práticas de mercado e pensando na abrangência do blog, me dá arrepio imaginar que com estas “dicas” ainda teremos candidatos padronizados com “dicas de como turbinar o seu currículo”, etc
      Falo isso pq trabalho com RH há bastante tempo e me preocupa muito falarmos tanto da valorização da diversidade, do encontro de 4 gerações trabalhando juntas e ainda ter que ler que na entrevista vc deve falar isso ou aquilo, ou que uma empresa “talvez” use redes sociais para te avaliar.
      Excelente ponto quando vc fala desta superficialidade e no meu caso, fico de cabelo em pé pensando no impacto que teremos se ainda textos assim forem escritos…
      Enfim, mais uma vez faremos a gestão disso..

    • Lu Ferreira    19/12/2015 - 12h25

      Pessoal,

      O blog está sempre aberto a críticas construtivas, afinal o que queremos é ter sempre conteúdo bacana pra quem nos visita. O post de hoje tem dicas de uma consultora, uma pessoa que se dispôs a conversar conosco e dividir sua experiência… Entendo que pra quem trabalha na área as dicas podem parecer simples, mas pra garota de 17/18 anos que visita o blog e não faz ideia de como começar elas podem sim ser interessantes. Dicas de quem tem experiência são mais do que bem vindas aqui nos comentários, só peço que respeitem a profissional que disponibilizou seu tempo para contribuir com o post ;D

      Bjs

    • Júlia    18/12/2015 - 10h37

      Izabella, concordo com o comentário da Andreia! Acho bacana que você procura entrar em contato com profissionais para escrever seus posts aqui, mas seria enriquecedor se o texto trouxesse informações diferentes e atuais. Como a Andreia colocou, estas dicas são facilmente encontradas em 1min de pesquisa no Google. Não há nada novo ou que as pessoas já não saibam. O comentário da Raissa aqui em cima foi muito mais esclarecedor.
      Espero que não se ofenda com nossos comentários, pois não estamos jogando pedras. Queremos só que você nos traga textos cada vez mais informativos, completos e com a cara do Chata de Galocha. Este texto de hoje, infelizmente, não é a cara do Chata (não pelo assunto, mas pela abordagem).

    • Raissa    21/12/2015 - 10h32

      Oi Lu,

      As dicas passadas pela consultora são muito legais já tiveram e ainda tem todo o espaço e conteúdo no Google, no entanto, como profissional da área que sou e atuo no mercado, me preocupei em ver “dicas” que hoje não são mais práticas para profissionais juniors ou seniors.

      Estipular um “padrão” nos dias de hoje, me soa como um retrocesso perto de tudo que estamos vivendo e pensando nessas meninas de 17/18 anos, são elas que “padronizadas” serão entrevistas por pessoas da minha equipe e que infelizmente demorarão um tempo maior para se encontrar nesse mundo que já será naturalmente mais duro.

      Tenho certeza que a consultora tentou passar dicas com a melhor das intenções, mas infelizmente várias delas hoje em dia não tem aplicabilidade e podem prejudicar o candidato.

      Para ter a certeza de que não fui mal interpretada e para reforçar a ideia de que quero ajudar estes profissionais que estão ingressando no mercado, deixo o meu email pessoal caso alguém tenha alguma dúvida desde as mais básicas até as mais complexas. Realmente na minha área é muito importante garantirmos que todas as arestas serão lapidadas, principalmente pq no final das contas isso volta para mim, para a minha equipe e para todos os meus colegas de RH que recrutam, selecionam e desenvolvem profissionais de todo o mercado independente do nível de senioridade.

      raissachequer@gmail.com

      Obrigada,
      Raissa

  5. Ulalah Mundo    16/12/2015 - 14h49

    Amei as dicas!

    Até mais,
    Jayane Fereguetti
    https://ulalahmundo.wordpress.com/

  6. Mariana brandao    17/12/2015 - 18h53

    É possível disponibilizar o contato da Ana Marliere?

  7. Kátia Damasceno    18/12/2015 - 14h02

    Achei o texto da Raissa aqui nos comentários bem mais completo e interessante. Acho que ela merecia um post. Parabéns Raissa !

  8. primorose    26/12/2015 - 18h08

    Gostei das dicas, vou implementar.

  9. Clarisse    28/12/2015 - 17h24

    Oi, é possível disponibilizar o contato da Raissa?
    Raissa, achei muito esclarecedor o que vc escreveu, inclusive me inspirou para momento que estou vivendo.

    Compartilhei o seu comentário no meu face (espero que vc não se importe.) para encorajar outras pessoas e o retorno está sendo muito Bacana. Vc é daqui de BH? Escreve para fora?
    Obrigada!

    • Raissa    29/12/2015 - 20h46

      Oi Clarisse, tudo bem?

      Sou de BH, mas mudei para Salvador no início de 2015 para trabalhar em uma multinacional americana.

      Deixei meu contato no comentário anterior: raissachequer@gmail.com
      Que ótimo que você compartilhou o que escrevi. É importante humanizarmos este processo desmistificando a ideia de truques, dicas… acima de tudo isso, precisamos ser nós mesmos em todos os momentos inclusive no momento da seleção, sendo posição de estágio, trainee, analista, engenheiro, supervisor, gerente, diretor e por aí vai!

      Me fale se puder te ajudar de alguma forma!
      Bjs
      Raissa Chequer

  10. Beatriz Fratelli    20/01/2016 - 12h33

    Oi Raissa,

    Sou de Curitiba, adorei o que você escreveu e faz muito sentido pra mim. Onde você atualmente escreve é publico e conseguimos ter acesso? Poderia compartilhar?

    obrigada!

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