Blog Chata de Galocha, Compras

Como eu compro roupas online

Recebo muitos comentários com dúvidas sobre compras online e essa semana recebi um email (oi Talita!) que tinha algumas dúvidas que acredito serem comuns… Preferi transformar a resposta em post!

Tenho comentado com vocês que ando comprando muito online – era difícil sair no final da gravidez e agora com bebê novinho também é complicado – então compro de tudo pela internet: de cabides pra Bia a roupinhas dela até objetos de decoração pra casa nova e roupas pra mim. Sempre gostei de comprar online, acho divertido receber uma caixinha cheia de coisas pra mim (parece presente! E um presente que a pessoa sempre acerta kkkk) e com o tempo fui aprendendo o que funciona e o que não rola.

compras

Essas foram as perguntas da Talita:

– Como você tem ideia se a roupa vai te cair bem?
Eu conheço muito bem meu corpo: sei que tipos de corte funcionam pra mim e quais não costumam ficar bem. Na hora de comprar online não arrisco: não é hora de testar decote novo ou cor que nunca funcionou antes, é hora de apostar no que você tem certeza que cai bem. Já falei sobre tipos de corpo aqui no Chata e é com base nisso que sei se a peça tem mais ou menos chances de funcionar ao vivo, vale dar uma lida!

– Você se mede? (eu tenho medo das tabelinhas de medidas) Você se fixa no tamanho, tipo só uso M para esta marca e logo de cara já marca M no carrinho?
Eu tenho noção das minhas medidas e quando vou comprar algo de uma marca nova, que nunca usei, olho sim a tabela de medidas. Outra coisa que acho que ajuda é ver qual o tamanho que a modelo da foto usa (geralmente tem essa info na descrição da peça). Quando a peça é muito oversized acabo pedindo um tamanho menor, já que não curto muito nada muito grandão. Se estou comprando em uma marca que já conheço escolho o tamanho que costumo usar naquela marca.

– Sapato, será que cai bem? Machuca? E o numero?
Quase nunca tenho problemas com sapatos, seja comprando ao vivo ou pela internet. Compro sem medo, meu número normal. Sei que muita gente tem problemas com determinados tipos de sapato, como as sapatilhas, por exemplo, e nesse caso acho que o melhor é deixar pra comprar ao vivo mesmo.

– Você pesquisa o nome do material das roupas?
Não é sempre, mas quando gosto de um modelo mais caro olho sim a composição. Se for um tecido mais ou menos acabo desistindo da compra. Bons materiais também me conquistam: outro dia comprei uma camiseta básica por um preço mais alto do que costumo pagar nesse tipo de peça porque vi que era feita de algodão pima, ou seja, valia a pena.

Uma coisa que nem todo mundo sabe e que acho ótima é que todo produto comprado online pode ser devolvido sem justificativas e sem custo de frete de devolução em até sete dias. Ou seja: você comprou, não gostou e quer devolver? Bora lá! Já aconteceu comigo e não tive problemas. Aliás, o único problema que tive comprando online foi a demora na devolução do meu dinheiro em um caso de produto extraviado no envio, mas depois de alguns dias deu tudo certo.

Vocês costumam comprar online? Que dicas dariam pra quem ainda não tem esse hábito?

Links da Semana, Site Bacana

Links da semana: quem gosta, gosta

Todo mundo passa por relacionamentos cansativos. Não é que falta carinho, mas parece que é sempre preciso uma provação para provar que aquilo é certo. A verdade é que com o passar do tempo isso cansa, e quase sempre a conclusão que se chega é que não era para ser. Para mim, quem gosta, gosta. Sem complicações, sem jogos, sem provações.

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Quem gosta, gosta. Sem complicações.

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A melhor maneira de realizar seus sonhos

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Fofura em formato de fotos

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Nunca foi tão difícil viver

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30 dicas de empreendedores de sucesso

Gravidez e maternidade

Diário da maternidade: a armadilha da mulher maravilha

O segundo mês começou tenso. Nosso Natal (ela completou um mês exatamente dia 25 de dezembro) foi estranho e culminou comigo tendo um ataque de chororô antes mesmo da ceia, eu estava exausta! Alguns dias antes eu havia ido a uma consulta de retorno na minha obstetra e contei como estava sendo… Ela puxou minha orelha e me deu um texto pra ler: “A Armadilha da Mulher Maravilha”. Pra quem não quiser ler, eu resumo: basicamente o texto fala sobre como a mulher de classe média moderna se ferra quando tem filhos, hahaha! Se ferra porque muitas vezes não tem ajuda e acredita que tem que dar conta de cuidar sozinha de tudo. E no início ela até dá… Mas depois de dias sem dormir e sem tempo pra nada, ou ela admite que precisa de ajuda, ou surta.

No meu caso eu quase coloquei fogo na casa. Era um sábado de manhã, Leo havia saído pra atender um cliente e eu estava sozinha com a Bia. Estava especialmente cansada nesse dia, então depois de uma mamada em que ela dormiu no meu colo resolvi que não iria sair da poltrona e cochilei junto dela, apoiada na almofada de amamentação (grávidas, COMPREM a tal almofada!). Acordei nem sei quanto tempo depois, com cheiro de plástico na casa. Levantei correndo com ela no colo: havia deixado uma peça da bomba de leite fervendo para esterilizar no fogo e esqueci completamente! A água havia secado, a peça derretido e o fogo estava alto dentro da panela… Depois desse dia admiti que estava no meu limite.

Muita gente perguntou porque eu não teria uma babá e a resposta é: eu tinha medo. Tenho pavor quando vejo crianças mais apegadas às babás do que às mães, acho triste ver babás em programas de lazer enquanto os pais estão presentes, enfim, não gosto da ideia de terceirizar minha filha. Acho que isso vem um pouco do fato de mal lembrar da minha mãe em casa quando eu era criança, não quero que com a Bia seja assim. Eu pensava que por trabalhar em casa conseguiria cuidar dela, da casa, de mim e trabalhar. HAHAHA! Na verdade, era pior: eu pensava que tinha obrigação de dar conta disso tudo. Mas eu não dei. Mesmo tendo Leo dividindo tudo, mal trabalhei em dezembro, e eu não tenho direito a licença (uma das desvantagens de trabalhar como autônomo). A casa só ficava ok nas duas vezes por semana que nossa faxineira vinha, eu não dormia direito porque tentava trabalhar quando deveria dormir. A única parte que não ficou toda zoada foi a Bia, porque né…

doismeses

Então quando chegou Janeiro eu finalmente parei de achar que tinha que dar conta de tudo e fui procurar ajuda. Demos sorte e encontramos uma pessoa ótima logo de cara, e na segunda semana do mês passamos a ter ajuda de uma babá quatro vezes por semana. E foi tão bom, mas tão bom, que se eu não tivesse parado pra escrever esse post nem ia lembrar de toda a loucura que foi esse início do segundo mês. Tendo alguém pra ajudar a cuidar dela e das coisas dela me deu tempo livre para ser eu de novo, e não aquele farrapo humano que se arrastava cumprindo tarefas. E o mais incrível? Acho que até Bia notou! Ela está mais tranquila e aceita uma série de coisas que antes não rolava, tipo ficar um tempinho no berço ou carrinho se distraindo sozinha, curtindo seus brinquedinhos. Eu sei que o crescimento dela também influencia nisso, mas a mudança no comportamento dela desde que a babá chegou é nítida, estamos todos mais tranquilos por aqui.

E agora vejo que meu medo era bobo, meio preconceito até! Tenho certeza que ela está muito mais bem cuidada agora do que antes, porque além de ter uma pessoa super experiente cuidando dela por algumas horas quatro vezes por semana (e mesmo assim, quatro vezes por semana com papai e mamãe dentro de casa), ela também tem nós dois descansados no resto do tempo. Nosso tempo juntas passou a ser muito mais gostoso desde que buscamos ajuda.

O segundo mês termina uma delícia por aqui. Temos uma bebê sorridente, que começa a fazer os primeiros sons (um monte de “ehhhh” “uuuu”) e adora dançar no colo da mamãe, e uma mãe que começa a ter mais segurança, que já sabe acalmar o bebê melhor do que qualquer outra pessoa e identifica cada som e necessidade praticamente sem errar. Todo mundo diz que o terceiro mês é um divisor de águas, que depois disso tudo fica mais fácil e gostoso… Por aqui já começou com mudanças: Bia vai sair do nosso quarto e passar a dormir sozinha no dela. No próximo diário eu conto se quem sentiu mais a mudança fui eu ou ela, heheh!