Beleza, Cabelo

15 penteados para cabelos crespos e cacheados

Quantas vezes você viu referências para mulheres de cabelos crespos e cacheados em revistas? Aposto que pouquíssimas ou, arrisco a dizer, nenhuma! Outro dia estava olhando uma revista de casamento para passar o tédio no salão, e percebi isso. Eu, como mulher negra de cabelo cacheado, não estava li. Não tinha nenhuma referência de penteado para mim. Triste, né?
Por isso acho que nós, dos blogs de moda e beleza, precisamos bater nessa tecla e trazer essas referências para quem nos acompanha. Na internet é bem mais fácil encontrar representatividade nestas áreas que nas mídias tradicionais. Pensando nisso, montei este mural de inspiração para vocês, crespas e cacheadas, que tem um evento que precisa de um penteado caprichado, ou até mesmo no dia a dia, quando a gente quer variar um pouco o cabelo de sempre:

acessorios
Com acessórios
Acho que é a maneira mais fácil de conseguir diferenciar um pouco o cabelo, sabe? E você pode usar de tudo! Lenços, bandanas, presilhas, tiaras… Para as noivinhas, as peças mais caprichadas e feitas para casamentos dão um charme incrível ao penteado!

coques
Coques
Amo coques porque, sério, tá para nascer penteado mais rápido! No dia a dia, é só juntar tudo no topo da cabeça e pronto. Eu adoro para dias bem quentes ou quando o cabelo não colabora estando solto. E para festas, você pode fazê-lo mais baixo, deixando algumas mechas mais soltas, tipo esse da última foto.

delado
De lado
Simples também, mas que dá muito efeito. Eu, que sempre uso meu cabelo partido ao meio, quando o coloco de lado parece que meu rosto muda, sabe? Gosto muito! 

meiopreso
Meio preso
Ótimo também para festas e dia a dia. Vejo muitas meninas, especialmente no exterior, arrasando com coques no topo da cabeça, deixando o resto dos fios soltos. Fica super estiloso! Para festas, acho bacana prender apenas um lado do cabelo – que você pode fazer usando tranças, torcidinhos ou apenas com a ajuda de alguns grampos.

preso
Todo preso
Para fechar, ideias de penteados em que o cabelo fica todo preso usando tranças e topetes embutidos formando uma espécie de moicano. Chique!

Gostaram das ideias? Cabelos crespos e cacheados são incríveis, e, assim como já acontece com os lisos desde que o mundo é mundo, precisam ser mostrados para se tornarem cada vez mais referência para mulheres! =)

Links da Semana, Site Bacana

Links da semana: quando a reviravolta é feminista

Que estamos cansadas de ter que nos reafirmar constantemente pelo simples fato de sermos mulheres não é novidade nenhuma, mas aparentemente todo o barulho que as feministas estão fazendo nos últimos tempos (finalmente) está começando a fazer mudanças, pelo menos no mundo ficcional. Vem ver o que encontrei por aí essa semana

L1
Quando a reviravolta do roteiro é feminista

L2
Claro que deu certo

L3
Mas você não tem medo de ficar sem um homem?

L4
Contra os padrões femininos

L5
Treasuring the love you have

L6
7 poetas africanas para conhecer

L7
É preciso ter cuidado com quem fala mal dos outros o tempo todo

Gravidez e maternidade

Viajando sem os filhos

Desde antes da Bia nascer eu já sabia que em Junho teria um evento em SP e que precisaria viajar sem ela. Antes de aceitar fiz as contas: “Ela vai estar com quase sete meses na data do evento, acho que já vai ser ok viajar sem ela por um período curto”… Eu mal sabia que Junho seria um mês super ocupado por aqui, e que a viagem pro tal evento (que foi sábado!) não seria a primeira desse tipo. Se uma viagem da semana que vem se confirmar, terei ido a SP todas as semanas desse mês. Sempre viagens curtas (em algumas durmo uma noite, outras são o famoso bate e volta no mesmo dia), mas ainda assim é uma baita mudança na nossa rotina!

E o que mais tem me impressionado nessas ocasiões não é a saudade ou qualquer estranhamento dela (que até agora não existiu), mas a reação das pessoas. Quando me encontram em SP as pessoas perguntam: “Nossa, mas e a bebê?” “Opa, segunda vez em SP nesse mês, largou sua bebê de novo?” “Ai, você não fica mal?”… E quer saber? Não fico não. Claro que morro de saudades, mas até certo ponto sentir saudades é bom! Desde que ela nasceu ganhei mais um motivo pra sempre querer voltar pra casa =)

viagem

O que me deixa mal é perceber o quanto a nossa sociedade é machista e estranhe que uma mãe possa ter vida própria, viajar (nesses casos, a trabalho, mas e se fosse a lazer, qual o problema?), ter compromissos, ou seja, existir longe do filho. Antes da primeira viagem eu fiquei curiosa em como seria a primeira noite longe dela. Toda primeira vez gera uma expectativa, né? E minha noite foi muito tranquila. Cheguei cansada do meu compromisso, dormi pesado e acordei cedíssimo pra voltar pra casa no dia seguinte. Fim. Estava tranquila porque minha filha estava com o pai, que divide comigo absolutamente todas as responsabilidades e cuidados com ela.
Outra reação que incomoda é quando falo isso, que ela está com o pai… “Mas a sua mãe foi ajudar?” “Mas a babá ficou junto, né?”.  Não gente, ninguém foi ajudar. Se eu, adulta, responsável, dou conta de cuidar de um bebê, porque o pai, igualmente adulto e responsável, não daria? Ele é menos capaz que eu? As mulheres passam por uma escola secreta de como cuidar de bebês em algum ponto da vida que não me avisaram?

Fico muito tranquila em fazer essas viagens por dois pontos: o primeiro é saber que ela está muito bem cuidada e cercada de todo amor do mundo quando estou fora. Se tivesse de deixá-la com alguém que não confiasse 100% preferiria não ir, mas tenho a sorte de ter uma super rede de apoio. O segundo é que Bia tem uma coisa que pouquíssimas crianças têm a sorte de ter, que é a nossa presença em casa quase o tempo todo (afinal fazemos home office!). Por mais que trabalhemos durante o dia, enquanto a babá cuida, é bem diferente: ela nos vê o tempo todo e sempre rola um momento de intervalo em que ela tem a nossa completa atenção, coisa que quem trabalha fora não consegue dar. Nada mais gostoso do que poder dar um colo e brincar com ela um pouco na pausa da tarde, ou conseguir de vez em quando preparar a comidinha ou fruta que ela vai comer no dia.

Sei que a ideia de viajar sem os filhos é tensa pra muita gente – seja por não existir o desejo de viajar sem o bebê ou mesmo por não ter quem cuide bem dos filhos nesse período, mas por aqui as viagens fazem parte do nosso estilo de vida. Eu sempre viajei a trabalho, é importante pro que eu faço e acho que o fato de sempre saber disso tornou a coisa mais tranquila quando surgiu. Bia já é bem viajada pra quem tem sete meses de vida – é bem legal ver ela participando desses momentos tão típicos na nossa família, é como uma pecinha se encaixando, sabe? Mas além das viagens a trabalho e em família também penso em viajar só com Leo daqui algum tempo – somos um casal antes de sermos pais e acho importante fazer coisas em casal também.

Quando eu era criança meu pai viajava constantemente a trabalho. Lembro dele passando a semana fora e trazendo um presentinho quando voltava, lembro das marmitinhas com comida de avião que eu achava o máximo quando ele trazia pra casa (e brigava com a minha irmã por elas hahaha), e hoje somos super próximos – sempre fomos. A minha preocupação ao viajar sem ela seria que isso poderia nos afastar de alguma forma – é estranho pensar no meu bebê longe de mim e bem – mas tenho exemplo dentro de casa que isso só acontece se a gente deixar e por isso sigo tranquila. Espero que quando ela cresça ela goste tanto de viajar quanto o resto da família =)