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Lifestyle

Íntimos, mas nem tanto

02.03.2016
Marcella Brafman

intimos

Tatiana veio me contar que não vê problema algum de usar o banheiro na frente do namorido. “Até o número dois?”, perguntei. “Não, aí já é demais”. Disfarcei com um “aham” e mudei de assunto. Não estava preparada para os detalhes. Me lembrei da primeira vez que viajei com um namorado, na adolescência. Minha mãe, sabendo que eu não sou muito boa em lidar com “banheiro fora de casa”, deu um conselho engraçado que nunca mais esqueci: se a coisa apertar e você e sentir vergonha, fala que vai na recepção do hotel pegar um secador de cabelo emprestado e usa o banheiro do lobby. A tática deu super certo até o dia que eu esqueci de trazer o secador para o quarto e contei a verdade. O namorado da época morreu de rir e a coisa ficou até mais leve entre a gente.

Jout Jout, uma das minhas youtubers preferidas, falou sobre este assunto em um vídeo. Ela conta que quando precisa ir ao banheiro durante uma viagem, pede para o Caio, seu namorado, colocar uma música no talo no quarto. Combinar isso já é de certa maneira compartilhar o fato íntimo, mas fica até fofo, né? Vira uma piadinha interna do bem, para algo que é humano, mas ainda é um grande tabu para a maioria dos casais.

Todo mundo diz que é preciso estar em equilíbrio na intimidade para ter harmonia na relação – mas ninguém te conta onde ela começa e onde termina. Se for demais, tem que tomar cuidado para não “virar amigo”. Se não tiver nenhuma, é como conviver com um estranho. E aí, como que faz? Eita equilíbrio difícil de achar…

Além do “super íntimo” na vida a dois, também reparo aqueles casais que expõem todos os momentos do relacionamento nas redes sociais. Eu me pergunto se no dia-a-dia, quando ninguém está olhando e dando like, essa parceria continua. Na minha opinião, o excesso de intimidade destrói o que é individual e pessoal. Todo mundo precisa ter os seus momentos secretos. Aqueles que ninguém vê e ninguém sabe. Depois de anos de relação, o mistério (e a sua identidade) estão aí.

Como ninguém nasce com um manual que diz “isso vou achar nojento” ou “isso você pode guardar para você”, na dúvida, use a tática do secador. Ou melhor: pergunte o que incomoda. Os limites são vocês que definem. Tem coisa mais íntima do que fazer da relação uma parceria sincera? Acho que não tem, não.

13 Comentários  |  Deixar Comentários

Comentários:
  1. Daniela    02/03/2016 - 10h20

    kkkkkk
    Esse tema é tão pessoal neh!
    Mas ate hj, com 7 anos de casada, se um de nós 2 está no quarto o outro não usa o banheiro da suite pra fazer numero 2! Foi algo sobre o qual nunca conversamos, mas começamos a fazer assim naturalmente, acho muito civilizado, evita q um tenha q sentir aromas desagradaveis do outo, oq tem d+ nisso, nada!
    E qnd estmos viajando, quem quer usar o banheiro pede pro outro sair do quarto, mas não é um “Vai dar uma voltinha q eu vou cagar?” São coisas como “vc não quer ir descendo na frente pro cafe da manha?” ou “vai pedindo o carro q eu ja desco…” Gosto muito, cada casal precisa encontrar o ponto da propria intimidade!

  2. Bianca    02/03/2016 - 10h47

    Eu particularmente nunca tive problemas com isso, apesar de ser criada com certos tabus. Hoje em dia sou muito mais “liberal” do que quando era criança. Um exemplo pra isso é a bendita menstruação!!! Pra fugir daquela famosa cena de constrangimento, apelidei a minha! Pronto!!! Quando ela chega eu falo que a “fulana” chegou ai a pessoa já até entende hehehe Fica uma coisa mais sadia, sei lá ;P Eu pelo menos penso assim… Acho que tudo que se leva pra um lado engraçado se torna mais natural e menos constrangedor… Como é pra ser desde o início né ^^

  3. Camila Venite de Carvalho    02/03/2016 - 12h24

    Muito bacana o texto. Também tenho dificuldade com “banheiro fora de casa”, e também viajei com meu noivo. Nossa tática é música no celular kkkkkkkkkkkk é como um código: você sabe o que a pessoa está fazendo, mas fica mais leve, a gente até zua kkkkkkkkk
    Parabéns pelo blog e todas as postagens. Nem sempre comento, mas sempre visito pra ver o que tem de novo e adoro tudo.
    Beijoss

  4. Andressa    02/03/2016 - 14h27

    Eu e meu namorado temos muita tranquilidade quanto a isso… Não sei se porque sempre fui meio “sem pudores”, mas eu até peço pra que ele fique conversando comigo pra me fazer companhia (do lado de fora, claro, kkkk).

    • Mariana    03/03/2016 - 13h44

      Todos as barreiras do meu relacionamento foram derrubadas quando, na 3ª semana de namoro, sem querer, acabei soltando um pum na frente do querido.. hahah na hora morri de vergonha, mas ele riu muito e conta essa história até hoje! Não fazmos o n 2 com a porta aberta, mas nada de paranóia, quando um tem que fazer, avisa o outro que vai interditar o banheiro e pronto. Sem drama…

  5. Flávia Moreira    02/03/2016 - 15h03

    Nossa Marcella arrasou! Tava falando disso ontem com meu namorado. As vezes é legal guardar as coisas só pro casal, sabe? Fica até divertido ter coisas que só a gente sabe e acabam virando piadinhas internas. Bjks

  6. Hilda    02/03/2016 - 15h18

    Meu marido eh ingles e ele fala algo muito engracado “even the Queen sh***” ahaha… Sim eh algo muito natural e acho que temos que ver por este lado.

    Companheirismo eh tudo numa relacao e isso faz parte. Claro que avisar o outro logo depois de usar o banheiro (nao entra ai pelo amor de Deus!) tambem eh de praxe. ahahaha

    Bjs

  7. Ana    02/03/2016 - 16h28

    Primeira vez que viajei com meu namorado (4 meses de namoro), fomos para o Uruguai de carro (desde SC). Quando chegamos lá ele perguntou na lata: “Amor, vc quer cagar? Eu saio do quarto”
    Hahahahaha caí na risada e rio até hj só de lembrar. Na hora eu não queria. Mas depois, quando quis, eu pedi pra ele ir dar uma volta. E quando ele quis, fiz a mesma coisa.
    Já viajamos bastante depois disso, e sempre usamos essa “tática”: pedimos para o outro ir dar uma volta.
    Claro que a gente sabe que a pessoa vai fazer o no.2 né, até pq somos dois seres humanos saudáveis. Só achamos mais confortável que o outro não fique ali escutando nossos barulhos! Hahaha

  8. Aline Campos    02/03/2016 - 21h09

    Hahahahaha acho q vai se ajustando conforme o tempo de convivência, estou com meu marido há 13 anos e acredito ja termos ultrapassado o limite do bom senso, mas pra gente é super normal, o cocô é um medidor de “saúde” pros dois então acabamos conversando sobre. O limite é conversar, olhar ou acompanhar é too much :D :D :D :D :D
    Quanto a viajar, so não pode ter banheiro compartilhado com terceiros.

  9. Eliane Vieira    03/03/2016 - 07h36

    Tema complicado esse, né?

    Aqui já se vão pra 13 anos de casamento e cumplicidade! WC sempre aberto, porém nº 2 sempre com porta fechada. Somos super super amigos, mas como vc disse: não sei se isso é bom pra uma relação.
    Por outro lado, tem uma cumplicidade boa e bastante sinceridade! E estar em uma relação segura é maravilhoso, né?

    Beijocas! Ótimo post!

    Eliane

  10. Débora    03/03/2016 - 10h55

    Nossa, muito bom o texto! Parabéns! Acho que para tudo na vida o segredo é não ter exageros. Nesse caso é bem como você falou: não ter intimidade de mais nem de menos.

  11. monica    03/03/2016 - 11h42

    Eu moro com meu marido a mas de 15 anos, e nunca tivemos problemas com isso.. E natural, homens e mulheres tem que fazer numero 1 e numero 2. Acho besteira a mulher ter que procurar outro banheiro para usar. E se nao tiver outro banheiro? se a mulher estiver doente? tem que dar uma voltinha para o marido usar o banheiro?
    Obvio que nao entro no toilette logo que o marido usou, so se estiver muito “apertada”, e nao fazemos o numero 1 e tamben nao o 2 com a porta aberta, mas acho que as mulheres devemos deixar de ter vergonha das coisas do nosso corpo, so porque temos medo do pensamento aleio. O mesmo acontece com a menstruacao. Acontece todo mes, e inevitavel, eu tenho que aturar a dor, o sangue, o incomodo. A pesoa que esta comigo tem que compreender iso. se nao intende, nao e a posao certa pra mim.

  12. Gabi    16/03/2016 - 22h38

    Rsrsrs… Depois do.casamento e 2 filhos não tem muito.como manter algo secreto.

    Meu marido assistiu as duas cesáreas e foi ele que me ajudou a levantar depois da anestesia e ajudar no primeiro banho.

    Depois deu apoio aos seios vazando leite e doendo porque sim amamentação pode doer muito e não ser nada tão lindo no começo.

    Acho que esses momentos valem mais para namorados. Quando a gente divide a vida dia a dia. O amor não morre por pequenas invasões na privacidade e sim se fortalece porque é ali que o companheiro mostra que esta com vc para o que der e vier ?

Música pra animar a segunda no escritório! Já contei no Stories o que estou ouvindo 🖤 O que você escuta durante o trabalho?? 🎧
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