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Família

Uma semana de viagem sem o bebê – como foi.

19.12.2016
Lu Ferreira

Já fiz textão falando sobre viajar sem filhos, mas hoje o post é diferente: vim contar a parte prática, de como foi ficar oito dias longe da pequena durante as nossas férias em Novembro. Essa viagem foi presente do Leo de dia das mães, ele sabia que eu era louca pra conhecer a Espanha e me surpreendeu com as passagens algum tempo depois da gente começar a considerar viajar sozinhos e meus pais comentarem que ficariam com a Bia.
viagem

Sempre que viajo sozinha a pior parte é a ida. Sempre fico meio emotiva a caminho do aeroporto e pensando mil vezes se aquela viagem é mesmo necessária, e isso mesmo sendo viagens do tipo bate e volta, hahah! Mesmo vendo Bia quando acorda e muitas vezes antes de dormir no dia da viagem parece que a distância dói, é uma coisa meio louca… Bom, mas então achei que iria surtar indo pro aeroporto com o Leo, indo encarar uma viagem pra outro continente em que nós dois ficaríamos longe. Já tinha chorado de soluçar na noite anterior e nem passei maquiagem direito, com medo de me borrar toda… Mas olha como as coisas são: teve uma confusão com o nosso voo de ida. O horário do embarque estava errado no checkin online e achamos que havíamos perdido o voo, tive que comprar passagem de última hora, o Leo ligando pra companhia e eu entrando no site de outra, uma loucura!! Resultado: ficamos loucos tentando fazer o voo funcionar e toda essa adrenalina fez com que eu fosse pro aero sem derramar uma lagriminha!

Chegando lá foi aquela loucura de aeroporto, embarcamos e foi tudo normal. Com essa confusão da ida chegamos a SP com um intervalo curtinho entre os voos e não deu tempo de ficar a toa, acabei ficando tranquila e não dei escândalo de saudade, heheh! Aliás, preciso comentar que antes de ter filho achava meio louco ver mães chorando de saudade antes de ir viajar a lazer… Eu pensava “ué, então não vai, ninguém tá te obrigando!”, mas né, como a gente é horroroso em julgar os outros! Só vivendo pra saber o que é ter a necessidade de ter vida própria, de estar sozinha, de ter tempo como um casal mas ao mesmo tempo achar insuportável ficar longe do bebê. Acho que vou me sentir dividida pra sempre, né?

O nosso primeiro dia em Barcelona foi melhor de todos. Assisto ao vlog e dá uma saudade maravilhosa, a gente estava feliz, curtindo a companhia um do outro e conhecendo lugares incríveis… Mas ao mesmo tempo foi o dia mais difícil, porque parecia que tinha alguma coisa faltando o tempo todo… E tinha, né? Heheh! A gente aprende a sempre pensar no bebê antes de pensar na gente, então foi esquisito me ter de volta pra mim mesma por inteiro.

Antes de sairmos fizemos meus pais prometerem enviar fotos e videos várias vezes ao dia. A gente sempre faz isso um com o outro quando um dos dois viaja, então recebíamos fotos dela acordando, brincando de manhã, almoçando, videos engraçadinhos… E era gostoso, não era aquela saudade ruim, sabe? Eu tinha lido alguns relatos antes que diziam que não era bom ficar ligando/ fazendo facetime e nos primeiros dias fiquei firme, mas lá pelo quarto dia eu não aguentei. Foi a coisa mais bonitinha ela vendo a gente e falando “papai! mamãe!”. Não quis me alongar muito no video, mas foi bom. Fiz uma outra vez na viagem também.

Eu também tinha medo de quando chegarmos ela estranhar ou até rejeitar a gente ou meus pais. Já soube de bebês que ficam tristes com quem cuida deles enquanto os pais estão fora porque sentem que eles foram ‘tirados’ dos pais. Também já vi bebês que ficam sentidos com os pais porque se sentem abandonados. Bom, aqui eu abri a porta, pensando nisso tudo, tentando ficar tranquila caso acontecesse… E quando entrei ela me viu, veio na minha direção, falou “mamãe!” e me deu um abraço. Ai gente, chorei! Foi tão fofo! Ela ficou tão tranquila!

Meus pais foram muito legais e vieram ficar na nossa casa nesse tempo, assim ela não saiu da sua rotininha, sabe? E durante o dia também tinha a babá dela, que ela (e a gente) ama. Acho que fato dela não ter ido pra outro ambiente contribuiu muito! E o mais legal é que depois desse tempo ela ficou super ligada nos meus pais, chamando por eles o tempo todo =)

Nossa experiência foi muito positiva. Conseguimos aproveitar bem a viagem, aliás, acho que oito dias foi o tempo perfeito, porque deu pra descansar e ao mesmo tempo no último dia a gente estava louco de saudade, se a viagem durasse mais acho que iria começar a ficar ruim. Sei que muita gente tem vontade de fazer algo parecido e tem dúvidas se deve ou não, e com base no que vivi digo que, se você tem uma boa rede de apoio, alguém em que confie para cuidar do seu bebê, vá sim!! Mas não fique mais do que oito dias, heheh!

24 Comentários  |  Deixar Comentários

Comentários:
  1. Mari Dahrug    19/12/2016 - 09h58

    Lu, amei esse seu relato e realmente faz a gente parar pra pensar que isso é algo possível (e acho que positivo). Eu ainda não tenho bebê, mas penso em tentar engravidar (relativamente) em breve. E sempre que falo nisso, comento que antes preciso fazer algumas viagens que não serão possíveis por um tempo depois que tiver bebê, mas acho que isso não precisa ser exatamente dessa forma. Adorei o post!

    Beijos
    Mari
    http://www.rabiskos.com.br/

  2. Thaíssa Falcão    19/12/2016 - 10h18

    Que relato mais amor Lu!
    É muito legal acompanhar suas experiências sendo mãe.
    E como eu amo ler tudo isso aqui no blog. Fico feliz que você continua postando aqui, porque relatos assim não passam todo o sentimento por vídeos.

    Beijos!

  3. Daiane    19/12/2016 - 10h40

    Muito legal essa experiência Lu, ainda não tenho filho, mas agente já vai tendo ideia de como será. Obrigada por compartilhar com agente. Bjos

  4. Lorena Rodrigues    19/12/2016 - 11h39

    Oi Lu, amei seu post mesmo não sendo mãe ainda. Desde criança meus pais sempre tiram alguns dias pra eles ou quando fica difícil pelo menos uma noite. E sempre admirei isso na relação dos dois, via isso como uma demonstração de felicidade no relacionamento deles. E lendo seu texto fiquei com a mesma sensação. Amo seu blog e admiro muito a forma que vc conta suas experiências de mãe.

  5. Carol Justo    19/12/2016 - 11h46

    O que eu mais vejo por ai são pais e mães que sacrificam suas vidas pelo bebe, eu acho isso um erro tão grande… Uma criança não deveria ser uma obrigação ou um fardo que você tem que levar para todo o lugar, ou deixar de fazer algo porque tem um filho. Eu compreendo que deve ser difícil deixar a criança sozinha, mas isso é necessário, se não os pais piram!

    Achei muito legal você compartilhar sua experiencia aqui, assim vários papais e mamaes vão ficar bem mais tranquilos na hora de viajar.

    Beijos, Carol | http://www.pinkisnotrose.com

  6. ZILANDRA BATISTA RODRIGUES    19/12/2016 - 12h57

    acho que faz bem para o ralacionamento as vezes ne?
    Deve ate ser sido estranho arrumar a mala sem as coisinhas dela
    beijos

  7. Manu    19/12/2016 - 13h17

    Oi Lu,sou fã do seu blog, parabéns pelo trabalho….Eu e meu marido temos muita vontade de fazermos uma viagem juntos ainda mais depois da chegada do segundo filho,mas o medo sempre bate….Depois de ler seu post talvez criemos coragem e em Londres como foi ?Era a mesma Viagem?Levaram a Bia ?Bjos e parabéns pela família…

  8. Sheila    19/12/2016 - 14h35

    Que post inspirador! Sinto uma dor terrível quando tenho que ficar longe do meu filho (1 ano e 9 meses). Mesmo para trabalhar todos os dias, é como deixar, literalmente, um pedaço do meu coração para trás. Queria muito fazer uma viagem de uma semana para Europa com o maridão antes da chegada do segundo filho, mas ainda não tenho segurança de me afastar por tantos dias. Quando viajo à trabalho, mesmo bate e volta, fico com muito pesar de deixá-lo, principalmente se for nos finais de semana. Quem sabe no final de 2017 consiga colocar a viagem dos sonhos na minha realidade. O filho, claro, ficará bem cuidado com os amados vovô e vovó. E sobre julgar, é normal, Lu. Fazia muito isso com as outras mães e achava que comigo seria diferente. Aprendemos do pior jeito que não devemos julgar umas as outras. Bjs, adoro seu trabalho!

  9. Patrícia Tiemann    19/12/2016 - 18h02

    Adoro esses relatos!

  10. barbara    19/12/2016 - 19h38

    Oi Lu, ainda não tenho um baby, e uma das coisas que me fez postergar foi justamente o medo de parar de viajar. Quando vi que viajou sem a Bia fiquei entusiasmada de ver que é possível, mas a minha maior curiosidade é só uma: e a amamentação?

    • Angélica    26/12/2016 - 15h12

      Eu ia perguntar a mesma coisa? E a amamentação? Bia não mama mais? Não cogito viajar sem a minha bebê principalmente por causa do mamazinho dela (ela tem 1 ano e 2 meses, quase a mesma idade da Bia).

    • Lu Ferreira    27/12/2016 - 14h45

      Ela não mama mais. Acho que amamentando não tem como mesmo, talvez congelando o leite e deixando pro bebê e levando a bombinha pra retirar tb durante a viagem..!

  11. Pamela Pereira    21/12/2016 - 13h45

    Ahhh Lu!!! Me emocionei kkkkk
    Nem sou mãe ainda, mas tenho certeza que vou dar pitacos de sdd!

    Bjo!!
    Amo seu blog!

  12. Elisa    21/12/2016 - 22h45

    Lu, só uma dúvida com um assunto que você mencionou de tangente no post:
    Você disse que o horário do embarque no check-in on line estava errado e por isso você teve que comprar outra passagem, mas resolver esse problema não seria responsabilidade da companhia aérea (que informou o horário errado?).
    Fiquei preocupada com isso porque eu sempre faço check-in on line também…e confio nas informações de lá!

    • Lu Ferreira    22/12/2016 - 22h05

      Seria!! Mas olha, foi uma confusão tão grande que eu só fui entender o que aconteceu depois que já tinha comprado outra. Acho que fiquei tão surtada em perder a viagem que não pensei direito, sabe? Ainda tô pensando se processo a companhia ou não, pq me deu um super prejuízo e dor de cabeça =/

  13. Erica    22/12/2016 - 04h06

    Lu, amei seu post! Sou mãe de uma menininha de 5 meses e já penso em momentos como esse! É muito bom saber que não só eu sofro com situações como essa. Beijinhos. Adoro seu blog

  14. Naty    22/12/2016 - 04h07

    Lu, eu fui uma das que pediu este post! Obrigada! :)

    Agora deixa eu ir lá que meu bebê acordou…

  15. Bianca    22/12/2016 - 13h44

    Lu, eu viajei e fiquei 12 dias quando meu filho tinha 3 anos e não foi legal pra ele…meus pais também foram pra minha casa pra ele não sair da rotina, continuou com a escola, babá, quarto dele….mas ele sentiu demais a nossa falta. Também não ligamos pra casa pra ele não sentir mais ainda e foi um fiasco. Ele nos rejeitou quando voltamos e só melhorou um pouco quando começamos a desfazer as malas e mostramos os presentes pra ele. Enfim, pra gente não foi uma boa experiência, mas como todo casal precisa de um tempo, lá vamos nós ano que vem viajar de novo. Meu filho estará com quase 5 anos e ele não ficará em casa porque acho que é o lugar onde eles mais sentem a nossa falta. Meus pais vão viajar por perto com ele, vão passear e vamos ligar todos os dias. Espero que funcione dessa vez! :) Cada criança é uma, né? Nunca sabemos o que vai dar certo! Que bom que deu super certo pra vcs, mas precisava dar o meu relato!

    • Lu Ferreira    22/12/2016 - 22h04

      Tenho uma conhecida que teve uma experiência semelhante e quando fez isso que vc vai fazer (tirou a criança de casa enquanto eles viajavam) deu super certo! Acho que vai ficando mais difícil à medida em que eles crescem né?

  16. Cristina    26/12/2016 - 16h13

    Chata, achei muito legal este texto seu. Penso em ser mãe em breve, e acredito que esses momentos sem o bebê sejam muito importantes para a mulher, e que isso não nos faz menos mãe. É importante mantermos nossa individualidade, para quando de volta o tempo juntos seja ainda melhor! Sem frustrações, e sem a sensação de que perdemos nossa identidade.
    Bjs.

  17. Talita Rodrigues Nunes    27/12/2016 - 14h31

    Adorei o relato! Mesmo!
    Meu filho tem 3 anos e já fiquei 5 dias longe dele quando ele tinha 2. Não foi exatamente uma viagem, ele passou férias na casa dos meus pais (aliás, é exatamente o que está acontecendo agora). numa cidade 2 horas distante de mim.
    Mas esse ano estamos programando uma viagem para a Europa de 15 dias a dois! O filhote estará com 4 anos e ficará com os avós.
    O sentimento é conflitante… ao mesmo tempo que sei que precisamos desse tempinho para namorar, não parece justo viajar sem o pequeno. hehehe Coisas de mãe :)
    http://somelhora.com.br/index.php/2015/10/20/confusao-de-cabeca-de-mae/

  18. Jéssica de Paula    27/12/2016 - 23h47

    Amei o post.
    Acho vocês uma família linda! *-*

  19. Irina Yamashita    28/12/2016 - 09h02

    Lu,
    acompanho o seu blog há muito tempo mas tenho que dizer que agora, depois que fui mãe alguns meses depois de você, me identifico muito mais com o blog e você.
    AMO seus posts sobre maternidade, é uma maternidade real, nada de conto de fadas. Continue contando as suas experiências pra gente!
    Um beijo grande.

  20. Patricia    28/12/2016 - 21h05

    Olha essa sensação vai ser pra sempre… A primeira vez que viajamos sem nossas gêmeas foi duro, e todas as outras vezes rola esse peso na consciência na hora da ida pro aeroporto , mesmo agora que elas já tem9 anos.
    Sempre deixamos elas em casa , exatamente pra não sair da rotina, tentar fazer sentir menos falta né? E também ficam com a vovó.
    Por incrivel que pareça, pelo menos até agora com 9 anos, o que eu e marido percebemos é que quanto maiores foram ficando e entendendo mais elas passaram a reclamar mais… Pequeninhas ficam super bem, enquanto a gente ficava naquele sofrimento perto da volta, agora que estão maiores reclamam antes de irmos e ficam mais tristes quando estamos fora, mas por outro lado mostra que somos uma família bem unida :)

    Ah e sim, o máximo tempo longe são 08 dias rsrs

Por mim todo tapume de obra deveria ser cor de rosa 💗💜💗
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