Pra prateleira

Eu li: Um brinde a isso – Betty Halbreich

Eu estava num surto consumista no dia que embarquei pra Paris – comprei não um, mas dois livros pra ler no caminho! O segundo deles escolhi por conta da capa: uma senhora elegante numa foto em p&b com o lettering amarelo forte por cima. O subtítulo “uma vida dedicada ao estilo” ajudou, admito! Um Brinde a Isso é o livro de memórias de Betty Halbreich, nome que era completamente estranho pra mim,  mas que descobri que é uma das primeiras personal shoppers do mundo – ela tem 87 anos e trabalha até hoje na Bergdorf Goodman, em NY.
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Betty conta como se transformou de esposa tradicional a mulher que trabalha, numa época em que isso não era tão comum. Adorei ler os relatos da infância de Betty, em que a mãe impunha rituais de comportamento e se preocupava muito com o que a filha iria vestir – ela ganhou seu primeiro casaco de pele aos 5 anos (mas antes de jogarem pedras na Betty, lembrem-se que se trata de outros tempos)! Ela descreve como os lençóis de sua cama estavam sempre perfeitamente engomados e o uniforme da escola perfeitamente passado. A mãe adorava roupas e o pai, acima do peso, gostava de sapatos. Betty conta que adorava brincar no closet da mãe e da avó, e também que amava observar o processo da mãe se arrumando pra sair. Os relatos da infância são super interessantes porque aos poucos a gente vai vendo a Betty elegante se formando, sabe?
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Betty se casou e mudou-se para NY, mas o casamento não durou muito tempo. Ela se divorciou e surtou (literalmente) – foi parar numa clínica de reabilitação. Foi depois de passar por tudo isso que ela chegou à Bergdorf Goodman. Ela descreve seus dias na loja, suas clientes (pessoas como Lauren Bacall, Patricia Field, Joan Rivers) e sua noção de estilo ao longo dos anos, sempre com uma sinceridade incrível (me identifiquei – muitas vezes a acusam de ser sincera demais).
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O livro é muito bacana pra quem curte moda, Betty conheceu muita gente importante ao longo dos anos e relata vários desses encontros no livro, além de contar como é acompanhar as mudanças de mercado ao longo dos anos (morri de rir dela falando mal dos sapatos de sola vermelha!). Depois de Um Brinde a Isso fiquei curiosa pra saber mais sobre ela e vi que ela tem outro livro (que já quero comprar) e também está com um projeto de série com Lena Dunhan (!). Espero que saia logo!

Alguém já leu?

Links da Semana, Site Bacana

Links da semana: a vontade de ir e ficar

Sempre tive vontade de morar fora do país. Sou alucinada com a ideia de viver imersa a uma cultura totalmente diferente da que cresci, e imagino o tamanho do aprendizado que seria. Mas ao mesmo tempo sou uma pessoa extremamente ligada à família. Fico 10 dias longe e morro de saudades. Como conviver com esses dois mundos, a vontade de ir e de ficar? Vem ler um pouquinho mais sobre isso
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Dolce far niente

L2
The power of makeup!

L3
Designers brasileiros e letterings lindos

L4
O alto preço de viver longe de casa

L5
Seis chaves para ser feliz, segundo Harvard

L6
Se livre da culpa da mulher moderna

L7
Sobre o trabalho escravo nas grandes marcas

L8
O tipo certo e errado de mulher

Gravidez

Diário da gravidez: o primeiro trimestre

Nunca pensei que uma gravidez poderia despertar tanto nos outros – não tem uma pessoa que me encontre na rua e não dê os parabéns, os votos de felicidade… É muito louco viver tudo isso e viver potencializado, afinal foram quase mil comentários aqui no blog felizes com a notícia, mais de dois mil no Insta e no Youtube eu não sei dizer porque já tem duas semanas que postei o video e até hoje não consegui aprovar todos!! Resolvi fazer um diário da gravidez por aqui, mesmo antes de estar grávida eu amava ler sobre isso e quando descobri revirei todos os blogs até ler tudo que as meninas postaram, é sempre interessante ver como a pessoa enxerga esse momento.

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Como esse é o primeiro, queria pedir para que antes de comentarem vocês lembrarem que do outro lado tem uma grávida ultra sensível, que anda chorando se o marido olha esquisito pra ela. Tenham cuidado com as palavras, por favor. E também peço pra respeitarem a minha opinião sobre as coisas – sei que muitas decisões podem ser polêmicas nessa fase mas acredito que cada um sabe de si, e podem ter certeza que tudo que faço é muito pensado, eu sou a maior interessada em ter uma gravidez e um bebê saudáveis, né?

Bom, começando do começo: nunca fui louca por crianças. É que sempre fui daquelas que não tinha muito jeito, sabe? Tentava interagir e não conseguia nada, pegava no colo e o bebê chorava… Nunca tive o sonho de ser mãe. Isso não quer dizer que não queria filhos, sempre quis, mas isso nunca foi minha prioridade, sabe? Já Leo sempre foi louco por crianças e falávamos disso desde o inicinho (inicinho mesmo, tipo 6 meses!) de namoro. Tudo com a gente foi muito rápido, e uns seis meses depois do casamento começamos a pensar em filhos. Nessa época enumeramos tudo o que gostaríamos de fazer antes do primeiro bebê e saímos riscando a lista. No meio do ano passado já tínhamos riscado tudo e aí fui conversar com minha médica, fazer exames e etc. Em novembro parei de tomar a pílula e no início de Abril fiz o exame que deu positivo. Foi até rápido, mas foram meses de muita ansiedade, hahah!

Descobri fazendo um teste de farmácia e na hora contei pro Leo – pensei em fazer alguma gracinha pra contar mas não consegui, foi muito louco ficar encarando aquele positivo!! Nós ficamos em choque, bobos, os dois. Fiz mais um exame no dia seguinte e na segunda feira (descobri no final de uma sexta) fiz o de sangue pra confirmar. Mesmo sendo algo planejado é muito surreal ver aquilo acontecendo de verdade – sinceramente acho louco até hoje! Eu já tinha pensado sobre esse momento e preferi não contar pra ninguém, nem pra família. Queria um tempo pra processar as mudanças, ter a certeza que estava tudo bem e manter isso em segredo – eu tinha certeza que minha mãe contaria pra pelo menos algumas tias, hehe! Esperamos mais de um mês pra contar pra eles e escolhemos o dia das mães pra isso (eu mostro o momento no video do Youtube – eu disse pra eles que estava filmando um vlog mas só queria mesmo registrar a descoberta!).

Desde o momento que descobri já mudei várias coisas na minha rotina de cuidados: parei de passar todos os cremes porque sabia que algumas substâncias são contra indicadas para grávidas, então esperei uma consulta com minha dermatologista para saber o que poderia usar. Outra coisa foi comprar imediatamente um creme para prevenção de estrias – tive muitas quando era adolescente então não quis arriscar, uso religiosamente desde a 6ª semana. Mas vou deixar pra falar sobre isso num post específico mostrando tudo, tá? Eu também comecei a pegar mais leve na academia – dava a desculpa das dores na coluna pra personal não colocar muito peso, hahah! E também parei de correr e passei a caminhar na esteira, mas tentei manter uma rotina de exercícios, até porque não quero engordar tanto.

Eu fiquei muito insegura no primeiro trimestre. As estatísticas de aborto espontâneo me assustavam muito, então cada coisinha que acontecia me preocupava, estava louca pra fazer o primeiro ultrassom! Mas minha médica estava de férias quando descobri e só consegui minha primeira consulta quando estava com 11 semanas (e craque no Google). O primeiro US veio só com 13 semanas e aí foi aquela coisa maluca: ver o bebê mexendo, o coração batendo, a coluna formadinha… Seguramos a onda no consultório mas foi só entrar no carro pros dois começarem a chorar loucamente. Nesse dia me senti segura pra contar para algumas amigas, afinal o segundo trimestre estava chegando e já tinha feito o primeiro exame importante.

Na semana que completei 14 semanas o corpo pareceu um relógio: os sintomas mais chatos sumiram e no lugar veio um super apetite e mais energia, finalmente voltei a conseguir trabalhar normalmente e a fazer tudo o que gostaria. Mas como demorou a passar, hahah! Nem parece que foram só 9 semanas desde que descobri (estava na 5ª semana) até chegar no esperado segundo trimestre!

Espero que vocês curtam esse tipo de post! Ainda não sei a frequência que seria legal, penso que a cada 15 dias? Deixem sugestões sobre isso e também sobre o que vocês gostariam que eu falasse por aqui ;D