Textos

Preparo um café ou a minha vida?

dizer (9)
Me deu o maior medo. Eu já estava quentinha, no meio das cobertas, feliz da vida porque amanhã não tinha hora para acordar e veio. Bateu o desespero, caiu a ficha. Finalmente a mensagem chegou. Demorou, mas veio. Veio como aqueles cartões bregas e exagerados que você abre, toca música e voa purpurina e dá um desespero danado. Veio em letra maiúscula, fonte 270: “Coração, você se apaixonou. Um abraço nada apertado se não dói mais, seu Cérebro”. Não consigo mais dormir.
Tenho vontade de te ligar e dar uma de louca como eu fiz quando estávamos no meio da pista de dança da boate se beijando e eu cortei clima perguntando se você estava arrependido. E você me olhou com cara de quem olha pra uma louca que não sabe o que está dizendo e disse “lógico que não”. Tive essa mesma vontade. De ligar e dar mais uma de louca que não sabe o que está dizendo e perguntar se, por favor, pelo amor de Deus, por todos os santos que nós não acreditamos, eu posso me apaixonar por você. Depois de tantos anos, tantos desencontros e mandando em tanta gente, eu preciso saber se posso, se realmente posso, finalmente obedecer. Eu não sei se a sua ficha caiu que estamos juntos. Olha, eu preciso que você repita pra você mesmo essas palavras: estamos juntos. Você sente um negócio na garganta? Você é homem, é menos intenso que eu e sabe amolecer e endurecer o coração como ninguém. Mas me diz: também é difícil para você admitir que agora é meu?
Lembrei que você disse que não estava perdidamente apaixonado. Confesso que eu também não. Perdidamente é muito forte. Mas eu estou apaixonada. Diz a Bia, minha amiga, que homem só apaixona depois. Mentira. Eu nem acreditei. Mas eu fingi que acreditei. Vai vê é assim que funciona mesmo. Vai vê você daqui a uns dias se dá conta que isso é paixão. Veja só, comigo aconteceu quando eu estava pronta para dormir, pensando em pegar uma meia no armário. Quem sabe com você não acontece enquanto passa fio dental nos dentes? Nunca se sabe. Mas enquanto eu não tenho certeza de nada, preciso saber se posso. Posso pensar na gente? Programar você, encaixar você, limpar essa sujeira toda que tem aqui dentro e por você?
Já se passaram duas horas, vinte músicas, três sites de astrologia. Lembrei de um escritor amigo que fiz na internet, que veio outro dia me contar que tinha medo de perder a namorada. Eu achei meio bobo e respondi que ele corria esse risco desde o momento que a conheceu. Irônico. Eu sinto o mesmo medo ridículo dele. Meu medo é que você seja como aquela antiga eu, que se comprometia e logo jogava fora porque se achava mais incrível. Confesso que estou num beco sem saída. Você É incrível. Você é aquele tipo que eleva o nosso padrão de qualidade e ferra com a nossa vida se um dia sair dela sem pedir autorização. Fica difícil achar alguém tão incrível como você.
O engraçado é que eu não fiz nada, não gritei, não liguei, não mandei uma mensagem de texto psicótica louca, e esse medo passou. Ou tudo isso não passou de um surto de insônia, ou acabou de chegar a resposta do meu coração para o cérebro, mais ou menos assim: “Com todo respeito, chefe: eu agüento. Ou pode me chamar de coração mole”.

Gastronomia, O Chef e a Chata

Bolinhas de queijo com pistache e bacon – O Chef e a Chata

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A receita de hoje é aquela entradinha gostosa, sabe? Pra servir logo que os amigos chegam ou mesmo em uma festinha, as bolinhas de queijo de cabra são deliciosas e muito fáceis de fazer, você não usa nem forno nem fogão! Vem ver:

Ingredientes

4 fatias de bacon
½ xícara de pistaches sem a casca
150 g de queijo de cabra
150 g de cream cheese em temperatura ambiente

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Preparo

Misture bem os dois queijos. Prove, e se precisar, tempere com sal a gosto. Leve para a geladeira para endurecer um pouco. Doure as fatias de bacon até que fiquem crocantes. Você pode fazer isso usando uma frigideira ou no microondas: Num prato coloque 3 folhas de papel absorvente, coloque o bacon e cubra com mais 3 folhas de papel absorvente. Leve por 3 minutos ao microondas. Se precisar adicione mais tempo, até que esteja crocante. Num processador ou liquidificador triture o pistache junto ao bacon, formando uma farofinha. Reserve. Faça bolas com a mistura de queijos e passe-as pela farofinha de pistache e bacon. Guarde na geladeira até a hora de servir. Rende cerca de 20 unidades.

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Quando fizer essa receita, não esqueça de postar no instagram com a #ochefeachata pra gente ver! Aproveite pra se inscrever no canal e assistir aos videos primeiro. Ah, e lembro que temos outros 3 videos novos toda semana no canal do blog, se inscreva para assistir tudo ;D

Gravidez e maternidade

Comparando meus dois carrinhos de bebê

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Alguns itens do enxoval exigem uma pesquisa um pouco maior antes da compra: o berço, a babá eletrônica, e principalmente, o carrinho. São as coisas mais caras e as opções são inúmeras, eu fiquei completamente perdida no início da gravidez e lia todos os reviews que podia sobre cada um deles. Acertei no berço e na babá eletrônica, já a minha escolha de carrinho não me satisfez por completo… Acabei comprando um segundo há algumas semanas e hoje vim comparar os dois modelos que já usei por aqui:

Chicco Urban
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Esse foi o primeiro carrinho que comprei, ainda grávida. Não foi minha primeira escolha (eu queria muito o Quinny Moodd, mas acho caro demais), mas estava bem empolgada com ele.
Eu escolhi o Urban pensando na versatilidade: ele pode ser usado com bebê conforto, como moisés e como carrinho normal, sempre em duas direções, ou seja, são seis opções de layout. Outra coisa que contou muito foi o fato do assento virar moisés, assim poderia usar desde que ela nascesse. Também amei as opções de cores (tive que comprar como acessório, mas dá pra achar lojas que já vendem com os kits coloridos), o tamanho do cesto (enorme! Cabe tudo!) e gosto do design dele, uma coisa que conta bastante pra mim. Outro ponto forte era o custo X benefício: ele tem o preço médio (R$2800) e a marca é super renomada, confio.
Na prática: Bia usou muito o carrinho dentro de casa, recém nascida. Era ótimo ter um lugar pra ela ficar sem ser o berço, o moisés é super espaçoso! Mas logo comecei a achar o carrinho difícil de dirigir (ele não vira muito certinho, não sei explicar!), e foi só começar a sair de casa com ele (depois da viagem ao Rio então…) pra pegar birra: ele é muito grande quando desmonta, porque o assento tem que se separar da base, então temos dois volumes (grandes) no final. Se quiser usar o bebê conforto é necessário um adaptador que é bem trombolhudo (antes de ir até a loja comprar pensava que era algo pequeno!) e vendido separadamente. E por fim, as rodinhas são de plástico duro, ou seja, não absorvem tanto o impacto, o que acho desconfortável pra ela e pra mim. Dá pra ver ele em vídeo aqui.

Quinny Zapp Xtra2
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Acabei comprando o Quinny Zapp Xtra2 quando soube da minha viagem a Cancún, depois de passar um dia no shopping testando vários modelos.
Esse me ganhou por alguns motivos: o principal deles é o tamanho que ele fica quando desmontado, super compacto!! Você não precisa separar a base do assento, ele dobra todo, é bem simples. Outra coisa que gostei é que ele é super fácil de manobrar, consigo levá-lo apenas com uma mão, o que era impossível com o Urban (e bem necessário quando se tem que carregar mil tralhas saindo de casa). Ele é relativamente leve e tem a capota maior do que o normal (Bia é branquela como eu e sou super encanada com sol!), além de ter as rodinhas de borracha e também poder usar o assento virado pra frente e pra trás. Um detalhe importante é que o Zapp não pode ser usado por recém nascidos por conta da posição da cadeirinha (ela não vira moisés, o bebê tem que estar sentando), exceto quando você usa com o bebê conforto (que também exige um adaptador, mas ele é mini e vem com o bebê conforto). Paguei R$1900 no meu.
Na prática: estou apaixonada pelo carrinho, ele é super prático!! Bia fica confortável nele (compramos um colchão separado e ela fica mais adaptada, já que ainda é muito pequena) e ele funciona tanto pro passeio quanto pra ela dormir. É um carrinho gostoso de levar, leve e sem muito impacto. Uma coisa que não gosto é que o cesto é micro e é difícil pendurar qualquer coisa nele por conta do layout, isso atrapalhou um pouco no aeroporto, por exemplo. Dá pra ver ele em vídeo aqui.

Depois de experimentar os dois a conclusão que chego é que é muito difícil encontrar o carrinho ideal pra todas as fases do bebê, que era o meu objetivo quando estava montando o enxoval. O Urban é ótimo dentro de casa com um recém nascido, já o Zapp Xtra2 tem sido excelente agora que saímos mais e precisamos de praticidade.

Se você já usou algum desses modelos conta aqui nos comentários a sua experiência pra tentar ajudar quem está indecisa ;D